Massa de empada da Aucinéia
A massa das nossas empadas e tortinhas. É a mesma do mini-banoffee que fez uma doceira lembrar do próprio casamento.
Capítulo 08 · Nossa história
Eu sempre digo que quem contrata a Belladata tem um privilégio: come a comida da minha mãe.
A família é goiana. Meu pai, Amós, era bancário, e a cada transferência a gente mudava de cidade: Goiânia, Manaus, Roraima, Rondônia, Pará e de volta a Goiás. Em cada uma, a minha mãe, Sônia, juntava as receitas das amigas, das cunhadas e das tias. Ainda não existia buffet: era a comida da nossa casa.
No Tocantins, essas receitas viraram a Belladata. Em 1996, quando Palmas ainda era uma cidade jovem, começamos com festas pequenas. Um convidado indicou o outro, e as festas cresceram até a gente servir a cidade inteira: jantares para 100 pessoas, casamentos para 300 e eventos para 5 mil convidados de uma vez.
A cozinha nunca mudou de mãos. Cozinhar bem é um dom das mulheres da nossa família, e as receitas passam de geração em geração num livro que foi da minha avó, depois da minha mãe, hoje é meu e um dia vai ser da minha filha. Tudo é feito na nossa própria cozinha, com ingredientes frescos e de primeira, do jeito que a gente faz para a nossa família.
Minha mãe diz que o tempero principal é o amor. Quem já comeu sabe que ela não está exagerando.
Virgínia Marçal
filha da Sônia e do Amós, fundadores da Belladata


O livro de receitas da família
"Eu já comi isso antes."
Há pouco tempo, uma doceira foi entregar doces numa festa nossa e provou um mini-banoffee. Parou no meio da mordida e lembrou onde tinha sentido aquele gosto: a massa era a mesma da tortinha de limão servida no casamento dela, com a gente, dez anos atrás.
O banoffee é coisa dos cardápios de hoje. A receita daquela massa tem mais de 40 anos.
Somos goianos, e muita coisa aqui tem tempero de Goiás. Meu pai era bancário, e a cada transferência a família mudava de cidade. De cada uma, a minha mãe trouxe receitas de amigas, cunhadas e tias. Muitas têm o nome de quem ensinou.
A massa das nossas empadas e tortinhas. É a mesma do mini-banoffee que fez uma doceira lembrar do próprio casamento.
Receita da Vitória, amiga da minha mãe e dona de uma escola. Começou como pão e virou a base de várias outras receitas da casa.
Aprendido com a D. Sharon, uma americana que morava em Roraima com o marido, pastor. Uma receita do outro lado do mundo que virou nossa.
Minha mãe aprendeu com a tia Leolina, irmã da minha avó. Ela fazia uma bandeja enorme e deixava na geladeira para a gente aproveitar a semana inteira.
Da Divina, cunhada da minha mãe. Eu era criança quando ela aprendeu, e as roscas nunca mais saíram da nossa mesa.
Eu preparava para o meu pai quando era pequena. Era sucesso garantido, e continua sendo.
Da Yoshicó, amiga da minha mãe aqui do Tocantins. Já fez muito sucesso nas festas.
Quase um milhão de pessoas já guardaram na memória o sabor que vem daqui.
Tem uma cliente que comemora os próprios aniversários com a gente. Fizemos também os 15 anos, a formatura e o casamento da filha dela.
E tem família que casou com a gente e voltou para os 15 anos e a formatura dos filhos. É assim que uma cozinha de família vira parte da história de outras famílias.
Vamos fazer parte da sua próxima data?